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Garoto impedido de usar dreadlocks na escola consegue direito de usar o penteado

bbc2018-09-13 18:39

Um garoto de 12 anos que foi suspenso de uma escola em Londres por usar dreadlocks conseguiu o direito de usar o cabelo como quiser. Em setembro do ano passado, em seu primeiro dia de aula, o britânico Chikayzea Flanders recebeu uma ordem da escola Fulham Boys School para que cortasse o cabelo se não quisesse receber uma suspensão. Sua mãe, Tuesday Flanders, entrou na Justiça contra a medida, argumentando que a exigência era um ataque à sua religião rastafári, cujos fieis tradicionalmente usam esse tipo de penteado, e tirou o filho da instituição. Quase um ano depois, a família e a escola agora chegaram a um acordo. Chikayzea vai poder voltar, desde que seus dreadlocks sejam mantidos presos para que não toquem o topo de seu colarinho ou cobertos com um tecido de cor definida pela escola Como pais, nós confiamos nas escolas e nos professores para ajudar a moldar a vida das crianças através da educação, disse a mãe do garoto. Mas eles jamais deveriam restringir expressões da sua identidade ou de suas crenças religiosas O diretor da escola, Alun Ebenezer, disse que a escola tinha lidado com a reclamação (da mãe) através do procedimento de reclamações. Segundo ele, a política rígida de aparência e uniforme da escola continuaria valendo, pois protege o ethos (o modo de atuação) da instituição. Cerca de 20% dos nossos alunos vêm de escolas privadas e convivem com 40% de alunos de classes menos favorecidas, disse Ebenezer. A nossa política de uniforme serve para que não haja diferenciação entre os alunos cujos pais ganham milhões de libras e o que vieram de famílias mais pobres. Um comitê de educação local recomendou que a escola revisse sua política de uniforme à luz da legislação do país. David Isaac, diretor da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, que ajudou a família com o processo contra a escola, disse estar feliz que a escola reconheceu suas falhas nessa questão e concordou em revisar suas políticas. Após o acordo, a Justiça ordenou que a escola pague uma indenização à Chikayzea e sua mãe e cubra os gastos com o processo.